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A radiação solar é modificada pela presença de nuvens, que geralmente provocam diminuição da intensidade. Sob condições de céu totalmente encoberto, essa diminuição pode chegar a 70%. Entretanto, para os casos em que o céu não está totalmente encoberto e as nuvens não chegam a ocultar o disco solar, a radiação pode até mesmo ser intensificada em cerca de 25%.
Por envolverem uma geometria complexa e de disposição caótica, as condições de nebulosidade são de difícil implementação em modelos computacionais. Por esta razão, é comum a utilização de fatores matemáticos (CMF – do inglês “Cloud Modification Factor”), empíricos e restritos a situações muito particulares, para representar certos tipos e quantidades de nuvens. Devido as diversas incertezas no tratamento matemático para nuvens, na maioria dos casos é viável a utilização de constantes (fatores de atenuação) baseadas em médias experimentais relacionadas à natureza das nuvens encontradas em diferentes níveis da atmosfera.
O CMF é um fator multiplicador para a avaliação do IUV sob presença de nuvens, nevoeiro e chuva. Os valores para o CMF foram baseados em simulações computacionais e medidas experimentais. A utilização desses valores é extremamente simplista por consistir de um fator a ser multiplicado às irradiâncias previamente calculadas para céu claro. Apesar das inimagináveis características da cobertura de nuvens possíveis, o CMF trata-se de uma boa aproximação para a avaliação do IUV.
A atenuação da radiação ultravioleta provocada pela nebulosidade, presença de nevoeiro ou chuva é mostrada na tabela abaixo. Os números apresentados devem ser multiplicados aos valores do IUV. |