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O IUV é calculado a partir da consideração da concentração de ozônio na atmosfera, a posição geográfica, a altitude, o tipo de superfície, a posição do disco solar e as condições atmosféricas. O ozônio, gás existente em pequenas quantidades na troposfera e com pico de concentração localizado na estratosfera, entre 20 e 40 km de altitude, é o principal responsável pela absorção de Radiação Ultravioleta (R-UV). Por esta razão, sua concentração integrada na coluna atmosférica, assim como seu perfil de distribuição vertical, são utilizados como parâmetro de entrada no modelo computacional utilizado para o cálculo do IUV [1]. Em relação à posição geográfica da localidade, os fluxos de R-UV diminuem com o aumento da distância à faixa equatorial, ou seja, regiões mais próximas à linha do equador recebem maior quantidade de energia solar. Em relação à altitude da superfície, quanto mais alta é a localidade, menor a quantidade de ozônio disponível na coluna vertical e, apesar da maior parte do ozônio estar localizado na estratosfera, as pequenas variações troposféricas podem aumentar relevantemente a R-UV [2]. Portanto, cidades localizadas em níveis mais altos podem receber uma maior quantidade de R-UV em comparação com cidades ao nível do mar. Além do ozônio, a elevação também diminui a concentração de aerossóis e moléculas, modificando também a relação entre a radiação difusa e direta. Entretanto, o fenômeno da reflexão e espalhamento aumenta a quantidade de energia ultravioleta disponível em um alvo localizado sobre determinado tipo de superfície. A superfície composta por areia seca da praia, local onde os profissionais da pesca desenvolvem parte de suas atividades, pode refletir até 15% da R-UV que incide. Superfícies urbanas, ambiente comum aos trabalhadores da construção civil e limpeza pública, apresentam reflexão média entre 3 a 5%.
O modelo computacional utilizado para os cálculos do IUV leva em consideração a resposta espectral da pele humana à R-UV. A simulação deste efeito fotobiológico é formulada segundo a norma da CIE (Commission on Illumination), denominada Espectro de Ação Eritêmica (Fig. 1). Esse espectro corresponde à resposta biológica da pele humana a este tipo de radiação. Uma vez ponderada, a irradiância - agora chamada de Irradiância Eritêmica - é integrada no intervalo espectral entre 280 e 400 nm. |