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Pesca em S.C.
Regiões Hidrográficas
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Regiões Hidrográficas
 
RH 1 - Extremo Oeste (Bacias: Peperi-Guaçú e Antas - Área da Região - 5.962 Km²);
RH 2 - Meio Oeste (Bacias: Chapecó e Irani - Área -11.064 Km²);
RH 6 - Baixada Norte (Bacias: Cubatão e Itapocú - Área - 5.138 Km²);
RH 7 - Vale do Itajaí (Bacia: Itajaí-Açú - Área - 15.111 Km²);
RH 8 - Litoral Centro (Bacias: Tijucas, Biguaçú, Cubatão do Sul e Madre - Área - 5.824 Km²);
RH 9 - Sul Catarinense (Bacias: Tubarão e D’ Una) - Área - 5.991 Km²);
RH10 - Extremo Sul Catarinense (Bacias: Araranguá, Urussanga e Mampituba - Área - 4.849 Km²).
 
Região Hidrográfica (RH 1) – Colônias de pesca da região:
Z - 28 – Romelândia

Região Hidrográfica (RH 2) – Colônias de pesca da região:
Z - 30 – Chapecó

Região Hidrográfica (RH 6) – Colônias de pesca da região:
Z - 01 – Itapoá
Z - 29 – Garuva
Z - 02 – São Francisco do Sul
Z - 32 – Joinville
Z - 03 – Barra do Sul
Z - 31 – Araquari

Região Hidrográfica (RH 7) – Colônias de pesca da região:
Z - 04 – Barra Velha
Z - 26 – Piçarras
Z - 05 – Penha
Z - 06 – Navegantes
Z - 07 – Balneário Camboriú
 
Região Hidrográfica (RH 8) – Colônias de pesca da região:
Z - 19 – Itapema
Z - 08 – Porto Belo
Z - 22 – Bombinhas
Z - 25 – Tijucas
Z - 09 – Governador Celso Ramos (Ganchos)
Z - 10 – Governador Celso Ramos (Armação)
Z - 23 – Biguaçu
Z - 11 – Florianópolis
Z - 15 – Palhoça

Região Hidrográfica (RH 9) – Colônias de pesca da região:
Z - 12 – Garopaba
Z - 13 – Imbituba
Z - 17 – Imaruí
Z - 14 – Laguna
Z - 21 – Jaguaruna

Região Hidrográfica (RH 10) – Colônias de pesca da região:
Z - 16 – Araranguá
Z - 24 – Balneário Arroio do Silva
Z - 20 – Balneário Gaivota
Z - 18 – Passo de Torres
Legislação - DOS RECURSOS HÍDRICOS
LEI Nº 10.949, DE 09 DE NOVEMBRO DE 1998.
Dispõe sobre a caracterização do Estado em dez Regiões Hidrográficas.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA,
Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Ficam instituídas, para efeito do planejamento, gestão e gerenciamento dos recursos hídricos catarinenses, 10 (dez) Regiões Hidrográficas, conforme o disposto no Capítulo II, Seção I, art. 138, inciso IV da Constituição do Estado.
Art. 2º - O Estado desenvolverá a gestão regionalizada dos recursos hídricos com o objetivo de promover:
I - formas de gestão descentralizada dos recursos hídricos, a nível regional e municipal, adotando-se as bacias hidrográficas como unidades de gestão, de forma compatibilizada com as divisões político-administrativas;
II - mecanismos e instrumentos jurídico-administrativos e político-institucionais que permitam a realização do Plano Estadual de Recursos Hídricos;
III - o planejamento regional voltado para o desenvolvimento sustentável, equilibrado e integrado, buscando garantir que a água, elemento natural primordial a todas as formas de vida, possa ser controlada e utilizada em padrões de qualidade e quantidade satisfatórios por seus usuários atuais e pelas gerações futuras;
Art. 3º - Para efeito desta Lei, as 10 (dez) Regiões Hidrográficas ficam assim denominadas e formadas:
I - RH 1 - Extremo Oeste (Bacias: Peperi-Guaçú e Antas - Área da Região - 5.962 Km²);
II - RH 2 - Meio Oeste (Bacias: Chapecó e Irani - Área -11.064 Km²);
III - RH 3 - Vale do Rio do Peixe (Bacias: Peixe e Jacutinga - Área - 8.189 Km²);
IV - RH 4 - Planalto de Lages (Bacias: Canoas e Pelotas - Área - 22.808 Km²);
V - RH 5 - Planalto de Canoinhas (Bacias: Iguaçú, Negro e Canoinhas - Área - 11.058 Km²);
VI - RH 6 - Baixada Norte (Bacias: Cubatão e Itapocú - Área - 5.138 Km²);
VII - RH 7 - Vale do Itajaí (Bacia: Itajaí-Açú - Área - 15.111 Km²);
VIII - RH 8 - Litoral Centro (Bacias: Tijucas, Biguaçú, Cubatão do Sul e Madre - Área - 5.824 Km²);
IX - RH 9 - Sul Catarinense (Bacias: Tubarão e D’ Una) - Área - 5.991 Km²);
X - RH10 - Extremo Sul Catarinense (Bacias: Araranguá, Urussanga e Mampituba - Área - 4.849 Km²).
Art. 4º Considera-se bacia hidrográfica a área geográfica de contribuição de um determinado curso d’água.
Art. 5º - Considera-se região hidrográfica um conjunto de bacias hidrográficas que apresentem características físicas e hidrológicas semelhantes.
Art. 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário.
Florianópolis, 09 de novembro de 1998.
PAULO AFONSO EVANGELISTA VIEIRA Publicada no DOSC de 09.11.98
 
RECURSOS HÍDRICOS
   Os regimes fluviais dos rios que compõem a Bacia Atlântica - Vertente Sul/Sudeste, são determinados, via de regra, pelo regime pluviométrico, o qual se caracteriza por chuvas distribuídas o ano inteiro, garantindo, assim, o abastecimento normal dos mananciais ao longo do ano. A influência decisiva do regime pluviométrico sobre a fluviometria dos cursos d'água é claramente observada nos períodos de máximos deflúvios. No extremo norte da Vertente, onde as máximas precipitações acontecem no verão, como conseqüência de um clima de características tropicais, a fluviometria apresenta comportamento análogo, ou seja, com descargas mais elevadas também neste período. Já no extremo sul, onde a pluviometria é resultante de um clima controlado pelas perturbações da frente polar dominantes no inverno, os máximos fluviométricos ocorrem nesta estação. Nas regiões intermediárias, como a maior parte da Vertente Atlântica Catarinense por exemplo, o comportamento dos rios é representado por dois máximos relativos que ocorrem, em geral, na primavera e verão, com mínimos no outono. Mas, de acordo com a distribuição das chuvas em cada ano, as vazões extremas podem ocorrer em períodos diversos.
   Os dados que caracterizam o regime fluviométrico das bacias estudadas apresentados a seguir foram obtidos na bibliografia até o momento disponível e, certamente, poderão ser revistos a partir do resultado do presente estudo.
 
ÁGUAS SUPERFICIAIS
Quadro 1 - Características Gerais das Bacias Hidrográficas
Região Hidrográfica
Sub - Bacia
Área (km2)
Principais Cursos d’Água
Baixada Norte Catarinense (RH 6)
82
5.138
Itapocu, Cubatão
Vale do Itajaí (RH7)
83
15.111
Itajaí do Norte, Itajaí do Sul, Itajaí do Oeste, Itajaí Mirim
Litoral Centro (RH 8)
84
5.824
Tijucas, Cubatão do Sul e da Madre, Biguaçu
Sul Catarinense (RH 9)
84
5.991
Tubarão, D’Una, Complexo Lagunar
Extremo Sul Catarinense (RH 10)
84
4.840
Araranguá, Urussanga, Mampituba
Fonte: SDM - SC, 1997.

   Na Baixada Norte Catarinense, Região Hidrográfica RH-6, a sub-bacia 82 engloba duas bacias hidrográficas: do rio Itapocu e do rio Cubatão (Norte).
   No Vale do Itajaí, Região Hidrográfica RH-7, a sub-bacia 83 apresenta como principais formadores os rios Itajaí do Norte, Itajaí do Oeste e Itajaí do Sul e o seu principal afluente, o rio Itajaí-Mirim.
   No Litoral Centro, Região Hidrográfica RH-8, a sub-bacia 84 é composta pelas áreas drenadas pelos rios Tijucas, Biguaçu, Cubatão do Sul e da Madre.
   No Sul Catarinense, Região Hidrográfica RH-9, a sub-bacia 84 compõe-se das bacias dos rios Tubarão e D´una, englobando também o Complexo Lagunar composto pelas lagoas de Santo Antônio, Mirim e Imarui.
   No Extremo Sul Catarinense, Região Hidrográfica RH-10, a sub-bacia 84 constitui-se pelas bacias do Rio Araranguá, Urussanga e Mampituba. Em relação a bacia hidrográfica do rio Mampituba, na divisa com o Estado do Rio Grande do Sul, engloba somente a área situada no estado de Santa Catarina.
 
 
QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS
   A grande diversidade fisiográfica da Vertente Sul/Sudeste, já referida anteriormente, é também determinante da diferenciação quanto à qualidade natural das águas. Além disto, a ação antrópica, cuja intensidade é variável e distinta nas bacias consideradas, amplia este quadro natural, tornando difícil a configuração de um panorama consistente sobre a qualidade atual das águas em toda a Vertente
   A Baixada Norte Catarinense é a segunda área crítica no contexto estadual quanto à degradação ambiental. As águas do rio Cachoeira, da Lagoa Saguaçu, dos mangues e da própria baía de Babitonga estão fortemente contaminadas, inclusive com metais pesados (zinco, chumbo e mercúrio), pelos efluentes domésticos e industriais do polo fabril de Joinville (19 indústrias de galvanoplastia). O rio Cubatão, que apresenta problemas de poluição graves (esgoto doméstico e chorume de aterro sanitário) no seu baixo curso, ainda preserva a qualidade de suas águas no trecho próximo as nascentes na Serra do Mar, permitindo o abastecimento do Joinville. Já no rio Itapocu e em seus afluentes principais não se verificam problemas mais sérios de poluição das águas; o rio Piraí é uma das fontes utilizadas para abastecer Joinville.
   Na bacia do rio Itajaí estão localizados importantes centros urbano-industriais, tais como Rio do Sul, Gaspar, Blumenau, Brusque e Itajaí, com um parque fabril diversificado (têxtil, pesca, metal-mecânica, papel, celulose, frigorífico, curtume, fecularia e extração de óleo vegetal) que lança nos cursos d'água uma carga poluidora bastante superior àquela gerada pela população atual do Vale. Além deste quadro preocupante quanto ao setor industrial, na bacia do rio Itajaí são fortemente desenvolvidas outras atividades, como a suinocultura e o cultivo do arroz irrigado, que somadas à poluição de origem urbana, resultam em grave degradação ambiental.
   Na região do Litoral Centro, as principais fontes poluidoras são os esgotos urbanos, os resíduos sólidos, os agrotóxicos, os efluentes industriais e, também, a degradação dos solos (extração de argila). Na bacia do rio Tijucas as águas encontram-se na classe 2 (rios pouco poluídos); no rio Biguaçu, na classe 2 e no rio Maruim, na classe 3 (rios poluídos). Já no rio Cubatão, as águas estão enquadradas na classe 1, nas cabeceiras, alcançando a classe 3 na foz.
   A bacia do Rio Tubarão apresenta sérios focos de degradação ambiental, causados por diversas fontes poluidoras (efluentes e resíduos industriais - fecularias, vinícolas, olarias, curtumes, cerâmicas, química, de adubos, mecânico-metalúrgica e da extração de fluorita - agrícolas e domésticos), com destaque para os rejeitos da extração e beneficiamento do carvão, o que a situa entre as três áreas críticas do Estado. Assim, os níveis de acidez, a concentração de sulfatos, ferro, níquel, cádmio e sólidos totais encontram-se muito alterados. Estudos efetuados pela FATMA (1988) indicam uma carga poluidora equivalente à 1,3 milhão de pessoas, com uma demanda bioquímica de oxigênio de 68.000 kg/dia e uma carga de ácido cianídrico de 91 kg/dia. Cabe ressaltar que, próximo à foz do rio Tubarão, ocorrem, ainda, fenômenos de salinização, por intrusão de águas oceânicas. Quanto ao rio D'Una, a qualidade das águas é boa, com exceção da poluição por agrotóxicos (cultivo de arroz irrigado).
   Os rios Araranguá e Urussanga apresentam também, elevados níveis de comprometimento qualitativo, decorrentes da contaminação por agrotóxicos, esgotos domésticos, efluentes industriais e, principalmente, por resíduos da extração de carvão. Ressalta-se, também, a contaminação proveniente dos engenhos de farinha e fécula, concentrada nos meses de abril a junho. Neste contexto, o rio Urussanga é o que apresenta a pior situação qualitativa na sub-bacia, revelando a presença em alguns pontos, de metais pesados (manganês e alumínio). Já a bacia do rio Mampituba, na divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, encontra-se em melhores condições, frente ao quadro regional, apresentando apenas alguma poluição por agrotóxicos.